Foto: Porto de Santos/APS

O governo de São Paulo liberou R$ 2,64 bilhões e acelerou a construção do túnel entre Santos e Guarujá, uma das principais obras de infraestrutura do país. A medida foi oficializada por decreto e reforça o orçamento da Secretaria de Parcerias em Investimentos.

Com investimento total estimado em R$ 7 bilhões, o projeto prevê o primeiro túnel submerso do Brasil. A estrutura terá 1,5 km de extensão, com cerca de 870 metros imersos, e criará uma ligação direta entre as cidades.

Além disso, a obra responde a uma demanda histórica da Baixada Santista. Atualmente, motoristas e passageiros dependem de balsas e rotas rodoviárias, o que gera filas e limita a mobilidade na região.

Ao mesmo tempo, a parceria público-privada sustenta a execução. O grupo português Mota-Engil venceu o leilão e assumiu a responsabilidade pela construção, operação e manutenção por 30 anos. Parte dos recursos virá do poder público, enquanto a concessionária investirá o restante.

Com a liberação do crédito suplementar, o Estado garante fôlego financeiro e mantém o cronograma do projeto. Segundo o governo paulista, a medida fortalece o planejamento e assegura a continuidade das obras.

Por outro lado, o repasse de recursos federais ainda enfrenta entraves. O Tribunal de Contas da União suspendeu a liberação da verba e cobrou um acordo formal sobre a gestão do projeto.

O ministro Bruno Dantas estabeleceu prazo para apresentação do documento que define responsabilidades entre os entes envolvidos. Sem essa etapa, cerca de R$ 2,6 bilhões seguem bloqueados.

Enquanto isso, o projeto mantém papel estratégico para a região. O túnel deve reduzir a dependência das balsas, melhorar o fluxo de veículos e ampliar a eficiência logística do Porto de Santos.

Dessa forma, a obra avança com recursos estaduais e reforça a expectativa de transformar a mobilidade e a economia entre Santos e Guarujá.

Felipy Brandão

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