Foto: Divulgação

A literatura infantojuvenil ganha um novo incentivo à reflexão sobre identidade, pertencimento e diversidade com o lançamento do livro Menina dos Joelhos Feios, do escritor santista Carlos Roque. A obra começa a ser apresentada ao público a partir de 10 de junho, por meio de uma série de atividades culturais e educativas em Santos.

Destinado a crianças, educadores e famílias, o livro contribui para o debate sobre relações étnico-raciais. Além disso, dialoga com as Leis Federais 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e das culturas africana, afro-brasileira e indígena nas escolas brasileiras.

Narrativa valoriza autoestima e pertencimento

Voltado para leitores de 7 a 11 anos, o livro acompanha a trajetória de Tê, uma menina negra curiosa e observadora. Quando busca entender o motivo de ser chamada pela vizinha de “Menina dos Joelhos Feios”, a personagem inicia uma jornada de descobertas. Nesse caminho, ela entra em contato com memórias familiares, ancestralidade e elementos importantes para a construção da própria identidade.

Além disso, as ilustrações complementam a narrativa e tornam a leitura mais envolvente. Dessa forma, a obra estimula o diálogo sobre autoestima, valorização das origens e respeito às diferenças desde a infância.

Leitura como ferramenta de transformação

Além do conteúdo pedagógico, o projeto reforça a importância da leitura na formação das crianças. Ao mesmo tempo, destaca o papel das famílias e das escolas na criação de ambientes que incentivem o contato com os livros.

Segundo os organizadores, a leitura amplia o repertório cultural e fortalece vínculos afetivos. Da mesma maneira, contribui para abordar temas relacionados à diversidade de forma acessível e adequada para cada faixa etária.

Consequentemente, crianças e adolescentes desenvolvem habilidades de reflexão, empatia e compreensão das diferenças.

Representatividade em destaque

Outro aspecto importante da obra é a valorização da representatividade. Ao apresentar uma protagonista negra em uma história marcada por acolhimento e conhecimento, o livro amplia referências positivas para crianças e jovens.

Para Carlos Roque, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, ainda existem desafios relacionados ao preconceito e à valorização da identidade negra. Por isso, iniciativas voltadas para a infância desempenham papel fundamental na construção da autoestima e da cidadania.

Produção com protagonismo negro

Além da temática abordada, o projeto se destaca por ter sido desenvolvido por uma equipe formada por profissionais pretos e pardos. Dessa maneira, a iniciativa fortalece o diálogo com competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente aquelas relacionadas ao respeito, à empatia e à valorização da diversidade cultural.

Ao mesmo tempo, o autor busca ampliar o alcance da publicação e pretende levar a obra a programas públicos de distribuição de livros.

Doação de exemplares e ações culturais

Como forma de democratizar o acesso à leitura, o projeto prevê a doação de 30 exemplares para bibliotecas públicas de Santos por meio do Projeto Leia Santos.

Além disso, a iniciativa recebeu apoio do edital municipal 3º Santos Arte Preta. Com isso, a expectativa é alcançar entre 2 mil e 4 mil pessoas nas atividades previstas.

Programação

10 de junho, às 15h
Atividade cultural no Instituto Arte no Dique.

16 de junho, no período da tarde
Ação pedagógica na UME Irmão José Genésio.

20 de junho, às 16h
Lançamento oficial do livro na Casa das Culturas de Santos.

Por fim, os interessados podem acompanhar novidades sobre o projeto pelas redes sociais do autor e da produtora responsável pela publicação.

Redação Fatos Fontes

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