Na ocasião, participaram usuários, familiares, educadores e equipe técnica do Instituto Alimentando o Bem, no Perequê. No primeiro semestre de 2026, a Caravana AEPETI impactou mais de 350 pessoas, entre profissionais da rede socioassistencial, representantes da Educação e Saúde, conselheiros tutelares, lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil e famílias.
O resultado é fruto de ações desenvolvidas nos CRAS – Morrinhos, Enseada, Vicente de Carvalho e Santa Rosa; Casa de Assistência Integrada (CAI), a própria Sedeas; Conselho Municipal de Juventude; Associação de Pais e Amigos dos Autistas (APAAG); Santa Cruz dos Navegantes e o Instituto Alimentando o Bem.
Trabalho contínuo
Em Guarujá o enfrentamento a essa violação de direitos das crianças e adolescentes vai além das campanhas pontuais e faz parte de um trabalho contínuo desenvolvido ao longo de todo o ano, garante o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social.
“Combater o trabalho infantil exige um trabalho permanente de conscientização e fortalecimento da rede de proteção. Nossa atuação não acontece apenas em datas específicas”, afirma. “Durante todo o ano desenvolvemos ações que mobilizam profissionais, famílias e comunidades para garantir que nossas crianças e adolescentes tenham seus direitos preservados e possam se desenvolver com dignidade, educação e oportunidades”, complementa.
De acordo com Rubens Paulo Ferreira Costa, que atua na gestão do AEPETI, as atividades têm como objetivo ampliar o conhecimento sobre os impactos do trabalho infantil, fortalecer a identificação precoce de situações de violação de direitos e mobilizar a sociedade para a garantia da proteção integral de crianças e adolescentes.
Trabalho Infantil é diferente do Programa Jovem Aprendiz
No Perequê, a ação da Caravana AEPETI promoveu reflexões sobre as consequências do trabalho infantil e a importância da atuação conjunta entre famílias, sociedade civil e poder público para prevenir violações de direitos e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes.
Conforme a chefe do Departamento de Proteção Social Especial da Sedeas, a conscientização é uma das principais ferramentas para combater o problema. “É importante que a população compreenda que trabalho infantil é muito diferente do Programa Jovem Aprendiz. A aprendizagem é uma modalidade legal, protegida por lei, que garante direitos trabalhistas, acesso à capacitação profissional e a permanência do adolescente na escola”, analisa.
Desse modo, segundo ela, quando se fala de trabalho infantil, fala-se da exploração da mão de obra de crianças e adolescentes, uma prática que compromete o desenvolvimento físico, emocional e educacional e viola direitos fundamentais. “Muitas pessoas ainda enxergam essa situação como algo normal ou até positivo. Por isso, nosso trabalho é levar informação aos territórios, ajudando a comunidade a identificar situações de risco e fortalecer a proteção de quem mais precisa”, garante.
As ações da Caravana AEPETI integram uma estratégia permanente de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil, baseada na informação, mobilização social, articulação intersetorial e fortalecimento da rede de garantia de direitos. A Sedeas reforça que casos de trabalho infantil podem ter denûncias de forma anônima por meio do Disque 100, canal nacional de proteção dos direitos humanos.

