Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cobrou uma posição da Fifa após a anulação do segundo gol de Vinicius Junior na vitória do Brasil sobre a Escócia, na quarta-feira (24). Em carta enviada ao presidente da entidade, Gianni Infantino, a confederação criticou a intervenção do VAR e pediu que o árbitro mexicano César Ramos não volte a comandar jogos da Seleção Brasileira.

O lance aconteceu aos 21 minutos do primeiro tempo. Naquele momento, o Brasil já vencia por 1 a 0, com gol do próprio Vinicius Jr. Em seguida, o atacante pressionou a saída de bola, desarmou o zagueiro Hendry na entrada da área, avançou e marcou. Porém, após recomendação do VAR, César Ramos revisou o lance e assinalou falta do brasileiro, anulando o gol.

CBF questiona critério do VAR

Na carta, assinada pelo presidente Samir Xaud, a CBF reforçou apoio ao uso da tecnologia. No entanto, destacou que o árbitro de vídeo deve atuar apenas em casos de erro claro e evidente. Além disso, defendeu que, em lances interpretativos, a decisão tomada em campo deve prevalecer.

Para sustentar o argumento, a entidade citou partidas de outras seleções nas quais os árbitros mantiveram a decisão inicial, mesmo após análise do VAR.

Entidade relembra episódio da Copa de 2018

A CBF também recordou outra atuação de César Ramos envolvendo a Seleção Brasileira. Durante a Copa do Mundo de 2018, o mexicano apitou o empate entre Brasil e Suíça e validou o gol suíço mesmo após uma falta sobre o zagueiro Miranda. Na época, o VAR confirmou o lance, que gerou forte repercussão.

Segundo a confederação, o novo episódio reforça a preocupação com a condução de partidas da Seleção pelo árbitro mexicano.

Pedido à Fifa

Por fim, a CBF afirmou que não espera uma mudança prática em relação ao resultado do jogo. Ainda assim, considerou importante registrar oficialmente a reclamação e sugeriu à Fifa que César Ramos não seja escalado para futuras partidas do Brasil em competições da entidade.

Até o momento, a Fifa não se manifestou sobre o conteúdo da carta.

Redação Fatos Fontes

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