A pesca acompanha a humanidade há mais de 50 mil anos. O que começou como uma atividade de sobrevivência ganhou novos significados ao longo do tempo. Atualmente, além de garantir renda para milhares de profissionais, a pesca esportiva reúne adeptos que buscam lazer, contato com a natureza e bem-estar.
No Brasil, o Dia do Pescador é comemorado em 29 de junho, mesma data dedicada a São Pedro, considerado o padroeiro dos pescadores pela tradição católica. Antes de seguir Jesus, Pedro trabalhava como pescador e se tornou símbolo de proteção para quem vive ou pratica a atividade.
Morador do Centro de São Vicente, Nilton Lírio Mota, de 58 anos, conhece bem essa relação com a pesca. Incentivado pelo pai ainda na infância, ele transformou a pescaria esportiva em um hábito que ajuda a aliviar o estresse e fortalecer o vínculo com a natureza.
“Quando estou pescando, deixo os problemas de lado. A tranquilidade e o contato com a natureza fazem toda a diferença”, afirma.
Para Nilton, cada pescaria representa uma experiência única. Além da captura dos peixes, ele valoriza a convivência com amigos e o compromisso com a preservação ambiental.
“A pesca esportiva ensina respeito ao meio ambiente. Precisamos preservar esses espaços para que as próximas gerações também possam aproveitar essa experiência.”
Entre os locais preferidos do pescador estão o Deck dos Pescadores e as praias de São Vicente. Segundo ele, além das paisagens naturais, a atividade movimenta a economia local.
“Muitos amigos vêm da capital apenas para pescar. Isso gera movimento no comércio, fortalece o turismo e beneficia toda a cidade.”
Pesca esportiva movimenta bilhões no Brasil
A pesca esportiva registra crescimento contínuo no país. De acordo com o Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo – Turismo de Pesca, divulgado pelo Ministério do Turismo em 2025, a atividade reúne cerca de 8 milhões de praticantes, movimenta até R$ 3 bilhões por ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.
O segmento também contribui para a conservação ambiental, incentiva o turismo sustentável e valoriza as comunidades locais.
São Vicente possui pontos autorizados para pesca esportiva
Quem deseja iniciar na pesca esportiva encontra diversas opções em São Vicente. A Lei Ordinária nº 4.611/2024 autoriza a prática, sem restrição de horário, no Deck dos Pescadores, nas orlas do Mar Pequeno, dos rios Mariana e Boturoca, na Rua Japão e na orla do Parque Prainha.
Nas praias do Gonzaguinha, dos Milionários e do Itararé, a atividade ocorre livremente nos dias úteis entre março e novembro. Aos fins de semana, feriados e durante o período de dezembro a fevereiro, os pescadores podem utilizar esses locais das 18h às 9h.
A legislação proíbe a pesca amadora durante todo o ano no Píer dos Apaixonados, no Píer Rei Pelé e na Ponte Pênsil. Quem desrespeitar as regras poderá receber multa de R$ 500, além da apreensão dos equipamentos utilizados.
Antes de iniciar a prática, Nilton deixa um conselho para os iniciantes.
“Respeite a natureza, conheça os limites de cada lugar e preserve o meio ambiente. Assim, todos poderão continuar desfrutando das belezas que São Vicente oferece.”
Além das praias e paisagens naturais, o pescador acredita que o município possui grande potencial para crescer por meio do turismo, especialmente com a valorização da Baía de São Vicente e dos espaços destinados à pesca esportiva.

