A Prefeitura de Santos realizou, na quarta-feira (29), o 5º Seminário Municipal sobre Trabalho Infantil. O evento fortaleceu o diálogo entre profissionais e instituições que atuam na proteção de crianças e adolescentes.
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) promoveu o encontro no auditório da Universidade São Judas – Campus Unimonte. Além disso, a atividade reuniu representantes da rede socioassistencial, conselhos municipais, Sistema de Justiça e instituições de defesa dos direitos da infância.
Debate sobre desigualdades
Durante o seminário, especialistas discutiram os desafios do combate ao trabalho infantil. O debate considerou aspectos como raça, gênero e território.
Dessa forma, os participantes analisaram como as desigualdades sociais podem aumentar situações de vulnerabilidade entre crianças e adolescentes.
A abertura contou com a presença da secretária municipal de Desenvolvimento Social, Renata Costa Bravo Oliveira, e de representantes dos conselhos municipais e da Comissão Municipal de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil.
Rede de proteção atua de forma integrada
A psicóloga Raquel Cuellar, coordenadora do Serviço Especializado de Abordagem Social a Crianças e Adolescentes, apresentou avanços do serviço nos últimos dez anos.
Segundo ela, o trabalho conjunto entre equipes ajuda a identificar situações de trabalho infantil e outras violações de direitos. Além disso, a integração dos serviços melhora o atendimento às famílias.
Na sequência, a assistente social e professora Odara Maria Vianna e a assistente social, pesquisadora e docente Deise Fernandes Correia do Nascimento abordaram a relação entre raça, gênero e território.
As especialistas explicaram que conhecer essas diferenças ajuda a criar políticas públicas mais eficientes. Assim, o município consegue desenvolver ações de prevenção mais adequadas.
Compromisso com a infância
A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Renata Costa Bravo Oliveira, destacou a importância da união entre os serviços.
“O enfrentamento ao trabalho infantil exige compromisso coletivo, diálogo permanente e uma rede preparada para proteger nossas crianças e adolescentes, respeitando as diferentes histórias e realidades sociais”, afirmou.
Formação fortalece ações preventivas
As Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AE-PETI) organizaram o seminário como parte das atividades de informação e mobilização.
Além disso, a quinta edição do encontro fortalece a formação dos profissionais, amplia a troca de experiências e contribui para melhorar a proteção da infância e da adolescência.
A iniciativa também está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 10 da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca reduzir as desigualdades.

