A Prefeitura iniciou, nesta sexta-feira (31), o desassoreamento do Rio São Jorge, na área próxima ao Parque Palafitas. A intervenção melhora o fluxo da água, preserva a profundidade do leito para a navegação de pequenas embarcações e protege estruturas instaladas no rio contra o acúmulo de sedimentos.
Ao todo, as equipes atuarão em uma área de 2.186,48 metros quadrados, equivalente a quase duas piscinas olímpicas. Além disso, o Rio São Jorge recebe as águas dos bairros Bom Retiro, São Jorge, Chico de Paula e Santa Maria, assim como dos canais das avenidas Jovino de Melo e Roberto Molina Cintra.
A obra integra o Programa Santos Mais, iniciativa voltada ao desenvolvimento urbano sustentável. O programa reúne investimentos em macrodrenagem, habitação e inovação tecnológica e conta com financiamento de R$ 574 milhões (US$ 105 milhões) do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe.
Segundo o secretário em exercício de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Nilson Barreiros, a dragagem removerá sedimentos, lodo e resíduos acumulados no fundo do rio. Conforme explicou, o material chegou ao local por descarte irregular, pelas chuvas e pela influência das marés.
Nesta semana, técnicos da Seinfra acompanharam a chegada dos equipamentos que executarão o serviço. Entre eles estão uma balsa equipada com escavadeira e geobags, bolsas de alta resistência que armazenam o lodo e os resíduos sólidos enquanto filtram a água.
Etapas da operação
Primeiramente, a escavadeira retirará os sedimentos do leito do rio e encaminhará o material para uma peneira. Em seguida, os resíduos sólidos seguirão para caçambas e, posteriormente, para um aterro certificado.
Na sequência, bombas transportarão a lama para o interior dos geobags. De acordo com o técnico em edificações da Seinfra, Daniel Vinícius dos Santos, o tecido das bolsas permite a drenagem da água de volta ao rio, mas retém o lodo e os resíduos sólidos.
Depois da drenagem, o lodo reduzirá significativamente o volume, o que evitará o retorno da sujeira ao rio, reduzirá odores e facilitará o transporte para o descarte final.
Por fim, Nilson Barreiros destacou que a operação retirará tanto os sedimentos quanto o lixo acumulado no leito do Rio São Jorge, ampliando os benefícios para a drenagem e para a qualidade ambiental.
Investimento
A TMK Engenharia S.A. executa o desassoreamento após vencer a licitação. O investimento soma R$ 2,6 milhões, e o contrato prevê a conclusão dos serviços até novembro.

