A Polícia Militar Ambiental apreendeu 144 hastes de palmito juçara em Iguape (SP) e interditou uma fábrica clandestina de conservas em Iporanga (SP). Durante a operação, os policiais também encontraram 66,6 kg de palmito em conserva. As equipes doaram as hastes in natura a uma instituição comunitária, enquanto a investigação continua para identificar todos os envolvidos.
Ação em Iguape
As equipes realizaram a primeira ocorrência durante um patrulhamento preventivo na zona rural de Iguape, na última quinta-feira (30). Às margens de uma estrada de terra, os policiais localizaram 144 hastes de palmito juçara recém-cortadas, acondicionadas em sacos próprios para transporte.
Além disso, os agentes recolheram um facão, uma ferramenta utilizada para desgastar metais e madeiras e peças de vestuário abandonadas pelos suspeitos, que fugiram para uma área de mata. Apesar das buscas, ninguém foi preso.
Fábrica clandestina em Iporanga
Na mesma data, outra equipe da Polícia Militar Ambiental apurou uma denúncia anônima sobre o funcionamento de uma fábrica clandestina em Iporanga.
No imóvel, os policiais encontraram 66,6 kg de palmito em conserva distribuídos em 37 potes sem identificação. Os agentes também apreenderam dezenas de frascos vazios, um caldeirão industrial com capacidade para 100 litros e um queimador utilizado na produção.
Em seguida, os policiais conduziram o proprietário do imóvel à Delegacia da Polícia Civil. A equipe aplicou uma multa administrativa de R$ 39.960, valor que dobrou devido ao uso do palmito juçara, espécie ameaçada de extinção.
Crime ambiental
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, os dois casos se enquadram no artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais. A legislação proíbe a extração, o transporte, o beneficiamento e o armazenamento de produtos de origem vegetal sem autorização dos órgãos competentes.
Por fim, a Polícia Civil e a Polícia Militar Ambiental continuam as investigações para identificar e responsabilizar todos os participantes das infrações ambientais.

