Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar Omã caso o país interfira nos objetivos americanos relacionados ao estreito de Hormuz. Trump fez a declaração nesta segunda-feira (17), em entrevista à Fox News, em meio às negociações entre Omã e Irã sobre a circulação de navios na região.

“Se Omã se meter no caminho, vamos bombardeá-los”, afirmou Trump, segundo relatos da entrevista. O jornalista Trey Yingst, da Fox News, divulgou a declaração.

A ameaça aumenta a tensão entre Washington e Mascate. Omã mantém uma posição de mediador entre Estados Unidos e Irã e participa das conversas sobre o estreito de Hormuz.

Tensão aumenta no estreito de Hormuz

O estreito de Hormuz representa uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã reduziu drasticamente o movimento de embarcações na região.

Irã e Omã negociam uma forma de permitir a circulação de navios pelo estreito. Teerã informou que os dois países avançaram nas discussões sobre uma rota de navegação. Washington, por outro lado, exige mudanças na situação do estreito antes de suspender medidas contra o Irã.

Trump já havia feito ameaças contra Omã em maio, quando afirmou que o país deveria “se comportar” ou enfrentaria um ataque americano. Na ocasião, a declaração também ocorreu durante discussões sobre o controle do estreito.

Acordo entre EUA e Irã chega ao fim

O prazo de 60 dias previsto no memorando de entendimento entre Washington e Teerã terminou nesta segunda-feira (17). O acordo buscava interromper os combates, abrir novamente o estreito de Hormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

As partes, porém, não chegaram a um novo entendimento. Trump declarou anteriormente que considerava o acordo encerrado, enquanto o Irã afirmou que o memorando estava suspenso.

Trump cobra rendição do Irã

Durante a entrevista, Trump também afirmou que o Irã deveria se render. O presidente disse que pretende impedir que o país desenvolva armas nucleares e indicou que não trabalha com um prazo para encerrar a pressão militar contra Teerã.

Trump também confirmou a existência de canais secretos de comunicação entre Washington e integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, segundo relatos da entrevista.

Enquanto isso, a liderança iraniana enfrenta disputas internas. O governo de Mojtaba Khamenei passou a indicar integrantes de linha-dura para posições estratégicas, movimento que pode reforçar a influência dos setores mais resistentes às negociações com os Estados Unidos.

A situação no estreito de Hormuz permanece incerta, enquanto Estados Unidos, Irã e Omã tentam definir as condições para a circulação de embarcações e para uma eventual retomada das negociações.

Redação Fatos Fontes

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