Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que investigue o ministro André Mendonça por possíveis crimes e irregularidades na condução de questões relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Moraes apresentou o pedido no inquérito das fake news e afirmou que Mendonça direcionou as investigações, comprometendo a imparcialidade judicial e favorecendo determinados grupos políticos.

Segundo Moraes, Mendonça também conduziu de forma irregular negociações relacionadas a delações premiadas e definiu determinados alvos da investigação por motivos pessoais e políticos.

Moraes afirma ainda que Mendonça teria indicado previamente medidas cautelares para a Polícia Federal apresentar. Entre os possíveis alvos estariam o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O pedido de Moraes ocorreu dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na decisão, Mendonça também indicou que pretende levar ao plenário do STF a possibilidade de investigar Moraes.

Mendonça ainda não se manifestou sobre o pedido de Moraes.

Fachin abriu um procedimento para analisar as possíveis nulidades apontadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro pediu manifestações de todos os envolvidos, incluindo Moraes e Mendonça, em até cinco dias úteis.

Moraes também citou “indícios crescentes de enviesamento” na condução da supervisão judicial. Para o ministro, esses indícios aparecem no direcionamento progressivo da linha de investigação e em uma possível quebra da cadeia de custódia das provas apreendidas.

Redação Fatos Fontes

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