A educação de São Vicente avançou nos últimos cinco anos. Nesse período, a rede municipal fortaleceu as ações de alfabetização e aprendizagem e, como resultado, melhorou sua posição no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
São Vicente deixou a última colocação da Baixada Santista e chegou à 6ª posição nos anos iniciais e à 7ª posição nos anos finais. Além disso, a rede alcançou as maiores médias de sua história: 5,9 nos anos iniciais e 4,8 nos anos finais.
O resultado ganha ainda mais destaque nesta terça-feira (8), Dia Mundial da Alfabetização. A data reforça a importância da leitura e da escrita para a autonomia, a cidadania e o desenvolvimento social.
Escolas alcançam destaque regional
Além do avanço geral da rede, três escolas municipais aparecem entre as dez unidades públicas com melhores resultados da Baixada Santista nos anos iniciais do Ideb.
A UE Constante Luciano Clemente Houlmont, na Vila Cascatinha, conquistou o 4º lugar, com média 7,3. Em seguida, a UE Octávio de Cesare, no Catiapoã, ficou em 8º lugar, com 6,8. Já a UE Mário Covas Jr, no Parque das Bandeiras, alcançou o 9º lugar, com 6,7.
Assim, as três unidades superaram a referência nacional de 6 pontos.
Formação fortalece a alfabetização
Para melhorar os resultados, a Secretaria de Educação de São Vicente ampliou, desde 2021, as ações de formação continuada, acompanhamento pedagógico e avaliação da fluência leitora. Ao mesmo tempo, a pasta passou a acompanhar de forma mais próxima o desenvolvimento dos estudantes.
Entre as iniciativas, destacam-se o Programa Alfabetizando, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI) e o Alfabetiza Juntos SP.
Neste ano, mais de 50 professoras dos 3º, 4º e 5º anos participaram de uma etapa do Alfabetiza Juntos SP. O programa trabalha estratégias para melhorar a fluência leitora e o ensino de Matemática.
Da mesma forma, mais de 200 professoras da Educação Infantil participaram do quinto encontro do ProLEEI, que aborda leitura, escrita, linguagem, brincadeira e mediação pedagógica.
Participação no Saeb chega a 97%
Além da formação dos profissionais, a Secretaria de Educação também ampliou o acompanhamento dos estudantes por meio do programa Esquenta Saeb.
A iniciativa reúne simulados, análise de resultados, mentorias para equipes gestoras, aulas de Língua Portuguesa e Matemática, materiais de apoio e busca ativa das famílias.
Com essas ações, São Vicente alcançou 97% de participação no Saeb, o maior índice de adesão registrado pelo Município.
Creches também registram avanço
Enquanto a rede melhora os indicadores de aprendizagem, São Vicente também amplia o atendimento na primeira infância.
Entre 2019 e 2025, a fila de espera por vagas em creches caiu de 1.709 para 319 crianças. Portanto, o Município reduziu a demanda em aproximadamente 79%.
Além disso, em 2024, 12 creches entraram no projeto-piloto do Programa Cinco Básicos, que estimula o desenvolvimento integral das crianças e aproxima as famílias das escolas.
Reconhecimento acompanha os resultados
Os avanços também renderam reconhecimento à rede municipal. Em 2025, 14 escolas municipais receberam o Prêmio Excelência Educacional do Governo do Estado após superarem as metas do Saresp 2024.
Essas unidades representaram 38,8% da rede municipal, o maior percentual entre os municípios da Baixada Santista.
Paralelamente, a Prefeitura ampliou os investimentos na estrutura das escolas. Entre as medidas, estão a implantação do ensino integral, a distribuição de materiais e uniformes para mais de 40 mil alunos, a climatização das unidades, melhorias de acessibilidade e a instalação de equipamentos multimídia.
Alfabetização transforma histórias
Por fim, São Vicente também desenvolve ações para jovens, adultos e idosos. Em 2024, o Município aderiu ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA).
A iniciativa amplia as oportunidades para quem não teve acesso à educação básica na idade regular.
Nesse contexto, histórias como a do pedreiro José Vieira Fontes mostram o impacto da alfabetização em diferentes fases da vida. Aos 65 anos, ele voltou à escola e aprendeu a ler e escrever depois de décadas.
Aos 84 anos, Alice Rosa também retomou os estudos. Com a aprendizagem, passou a realizar atividades cotidianas com mais autonomia, como ler jornais, revistas e placas nas ruas.
Dessa maneira, os avanços de São Vicente mostram que alfabetizar significa muito mais do que melhorar indicadores. A alfabetização amplia a autonomia, abre oportunidades e ajuda crianças, jovens, adultos e idosos a compreender o mundo, exercer seus direitos e participar da sociedade.

