Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Celebrado nesta terça-feira, 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração chama a atenção para a importância da prevenção das doenças cardiovasculares e para a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida.

A Federação Mundial do Coração criou a data em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar a conscientização sobre os riscos das doenças cardíacas. Atualmente, as doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no mundo. No Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas convivem com alguma doença cardiovascular, enquanto aproximadamente 400 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de problemas cardíacos, segundo dados da OMS.

Diante desse cenário, a prática regular de exercícios físicos ganha espaço como uma das principais estratégias para cuidar da saúde cardiovascular.

Atividade física como aliada do coração

A Academia Gaviões 24h, rede pioneira no funcionamento 24 horas no Brasil, destaca a importância de transformar o exercício físico em parte da rotina.

Segundo Anderson Teu, professor de educação física da Academia Gaviões 24h, a combinação de diferentes modalidades ajuda a trabalhar o corpo de maneira ampla e contribui para a saúde do coração.

“Mais do que escolher uma modalidade específica, o segredo é criar uma rotina ativa e sustentável. O equilíbrio entre diferentes estímulos é a chave para proteger o coração. Caminhada, corrida, ciclismo, natação e dança aumentam as frequências cardíaca e respiratória, estimulando diretamente o sistema cardiorrespiratório e aumentando a resistência física. Já o treinamento de força preserva a massa muscular e melhora a capacidade funcional, atuando como um complemento indispensável”, explica.

Além disso, a combinação entre exercícios aeróbicos e treinamento de força permite trabalhar diferentes capacidades físicas. Dessa forma, a pessoa consegue desenvolver resistência, força e condicionamento ao mesmo tempo.

Principais fatores de risco

Diversos fatores podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como pressão alta, tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade e sedentarismo. Entre as condições relacionadas ao coração também aparecem problemas como arritmias, cardiopatias congênitas e insuficiência cardíaca.

Por isso, manter uma rotina ativa desde a infância pode contribuir para a construção de hábitos mais saudáveis ao longo da vida. A OMS recomenda que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa.

Já os adultos precisam manter uma rotina regular de exercícios aeróbicos e incluir atividades de fortalecimento dos principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana.

Começar aos poucos também faz diferença

Quem ainda não pratica exercícios não precisa iniciar com treinos intensos. Pelo contrário, começar de forma gradual ajuda o corpo a se adaptar e facilita a construção de uma rotina sustentável.

“A prevenção começa com pequenas mudanças na rotina e a construção de hábitos que possam ser mantidos a longo prazo. Não é necessário começar com treinos intensos para cuidar da saúde do coração. Para quem ainda não pratica exercícios, a recomendação é começar gradualmente, com atividades de menor intensidade, ajustando o volume e a intensidade à medida que o condicionamento evolui. E, claro, o check-up médico recorrente deve estar em dia para identificar quaisquer condições, impeditivos ou restrições”, alerta Anderson.

Nesse sentido, caminhar, aumentar a movimentação durante o dia ou iniciar atividades leves podem representar os primeiros passos para quem deseja abandonar o sedentarismo. Com o avanço do condicionamento físico, a pessoa pode aumentar gradualmente a duração e a intensidade dos exercícios, sempre respeitando seus limites.

Alimentação, sono e movimento completam os cuidados

Cuidar do coração exige atenção não apenas aos exercícios, mas também a outros hábitos do dia a dia. Alimentação equilibrada, sono adequado, controle do estresse e movimento regular fazem parte de uma rotina que favorece a saúde cardiovascular.

Embora algumas doenças cardíacas tenham origem congênita, outras condições surgem ou se agravam ao longo dos anos por influência de fatores relacionados ao estilo de vida. Por isso, o excesso de estresse, o descanso insuficiente, a alimentação inadequada e o sedentarismo podem prejudicar a saúde cardiovascular e aumentar o risco de complicações.

Assim, o Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, reforça uma mensagem que vale para todos os dias: pequenas mudanças na rotina podem contribuir para uma vida mais ativa e para o cuidado contínuo com a saúde do coração.

Redação Fatos Fontes

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