Foto: Francisco Arrais/PMS

Antes de remédios e exames, uma dose de carinho em forma de patas e pelos. Pacientes do Complexo Hospitalar dos Estivadores receberam, na tarde desta sexta-feira (24), a visita especial dos cães Belmiro, Jabuca e Briosa, integrantes do projeto Amor em Forma de Pelos. A ação proporcionou momentos de acolhimento, conforto e descontração para pacientes, familiares e profissionais de saúde.

A iniciativa reforça os benefícios da cinoterapia como prática complementar no ambiente hospitalar. A interação com os animais ajuda a reduzir a ansiedade, aliviar o estresse e tornar o período de internação mais leve, fortalecendo a humanização da assistência.

O idealizador do projeto, Ricardo Ferreira de Araújo, conta que a iniciativa nasceu de uma experiência pessoal. Após enfrentar um quadro de depressão, encontrou na cadela Briosa uma importante aliada durante o tratamento.

“Foi meu cão de apoio emocional. Com as terapias, a medicação e o carinho dela, fui me recuperando. Depois que tive alta, decidi estudar a cinoterapia e seus benefícios. Eu e minha esposa, Nanda Vieira de Araújo, criamos o projeto para levar esse carinho a quem está passando por momentos difíceis. Se ela transformou a minha vida, poderia transformar a de muitas outras pessoas”, afirmou.

Quatro anos depois, o projeto também conta com os cães Jabuca e Belmiro e realiza visitas em hospitais, instituições e outros espaços onde o acolhimento faz a diferença.

Segundo Ricardo, os efeitos positivos das visitas são percebidos imediatamente.

“Quando os cães chegam, o ambiente muda. Pacientes passam a conversar, sorriem e relatam até uma melhora na dor. Os profissionais também se renovam. Recebemos mensagens dizendo que a visita tornou um plantão difícil mais leve. É isso que nos motiva: proporcionar momentos de bem-estar para quem mais precisa”, destacou.

Alívio em meio ao tratamento

Internado há mais de 15 dias, Eugênio Neto foi um dos pacientes emocionados com a visita. Longe da família, encontrou nos animais um momento de conforto durante o tratamento.

“É difícil explicar o sentimento. Estou longe dos meus filhos e netos, e esse carinho faz muita diferença. Foi muito gratificante receber essa visita”, contou.

Segundo ele, o contato com os cães ajudou a amenizar a saudade de casa.

“Tenho dois cachorros e sei o quanto eles fazem bem. Esse contato ajuda a aliviar um pouco a angústia de ficar internado”, afirmou.

A ação evidencia como iniciativas de humanização podem contribuir para o bem-estar emocional de pacientes e equipes de saúde, tornando o ambiente hospitalar mais acolhedor e fortalecendo o cuidado integral durante o tratamento.

Redação Fatos Fontes

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