A forte frente fria que avançou sobre o litoral paulista nesta quarta-feira (29) provocou ventos intensos e espalhou estragos pela Baixada Santista. Itanhaém registrou a rajada mais forte do estado, com 103 km/h. Na região, a velocidade média dos ventos chegou a 55,8 km/h, cenário que levou as Defesas Civis a reforçarem o monitoramento e o atendimento às ocorrências.
Rajadas acima de 100 km/h caracterizam vendavais severos e têm potencial para derrubar árvores, destelhar imóveis, danificar estruturas e comprometer redes de energia elétrica.
Em Santos, a ventania derrubou árvores em diferentes bairros, entre eles Campo Grande e Zona Noroeste, além de provocar transtornos na Avenida Ana Costa. No Paquetá, um poste de energia caiu sobre o muro de um edifício utilizado como armazém e atingiu um caminhão estacionado. Apesar dos prejuízos materiais, ninguém ficou ferido. Equipes da Defesa Civil isolaram a área por causa do risco envolvendo a rede elétrica.
Cidades contabilizam danos
Bertioga registrou ventos de até 78 km/h. A Defesa Civil acompanha duas ocorrências e realiza vistorias. Até o momento, não há feridos nem interrupção de serviços públicos.
Cubatão concentra um dos maiores números de ocorrências da região. Equipes da Defesa Civil, Companhia Municipal de Trânsito (CMT), Corpo de Bombeiros e CPFL atendem quedas de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e bloqueios de vias.
Entre os principais registros estão árvores sobre redes elétricas e residências, queda de seis árvores de grande porte na Avenida Tancredo Neves, destelhamento parcial da UME Tocantins e danos a veículos.
A falta de energia também levou à suspensão das aulas em 15 unidades da rede municipal. No trânsito, pelo menos quatro semáforos ficaram inoperantes na Avenida Nove de Abril, onde agentes orientam o fluxo de veículos.
Mongaguá registrou queda de árvores, danos em estruturas e deslocamento de telhas em imóveis públicos e particulares. Equipes da Prefeitura seguem nas ruas para remover galhos, realizar vistorias e monitorar áreas de risco.
Peruíbe contabilizou quedas de árvores e destelhamentos parciais em prédios públicos, como a unidade de Zoonoses, a entrada de urgência da UPA, uma escola e a Secretaria de Educação. As equipes atuam no atendimento das ocorrências.
São Vicente recebeu chamados para quedas de árvores em diferentes bairros e registrou a queda de um semáforo na Avenida Presidente Wilson, no Gonzaguinha. Equipes municipais trabalham na remoção dos obstáculos e na liberação das vias.
Porto de Santos interrompe navegação
O vendaval também afetou as operações portuárias. A Autoridade Portuária de Santos suspendeu a navegação no estuário às 12h45 após o deslocamento de uma boia de sinalização do canal.
Na área do Porto Organizado, houve paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, retomadas às 14h10. Uma árvore de grande porte caiu no terminal de granéis líquidos da Alemoa, sem registro de acidentes ou queda de contêineres.
Travessias de balsas sofrem paralisações
Os ventos fortes interromperam temporariamente as travessias de balsas entre Santos e Guarujá, Vicente de Carvalho e Santos, Bertioga e Guarujá, além da ligação entre São Sebastião e Ilhabela.
A travessia Vicente de Carvalho–Santos voltou a operar durante a tarde. As demais permaneciam suspensas até a última atualização, enquanto equipes monitoram as condições de navegação.
Defesa Civil mantém alerta
A Defesa Civil do Estado de São Paulo mantém o Gabinete de Crise mobilizado com concessionárias de energia, agências reguladoras, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária para acompanhar a evolução da frente fria.
O órgão orienta a população a evitar áreas abertas durante os vendavais, manter distância de árvores, postes e estruturas com risco de queda, além de acompanhar os alertas oficiais enquanto persistirem as condições de tempo severo.

