Na primeira etapa do 22º Mutirão de Combate ao Aedes aegypti no Boqueirão, em Santos, agentes de combate a endemias vistoriaram 1.410 imóveis. Durante as visitas, a equipe encontrou e eliminou 32 focos de larvas.
Os agentes encontraram os criadouros em ralos externos e internos, vasos de plantas, baldes, piscinas, entulhos de construção e calhas.
Além disso, a equipe registrou 94 recusas de entrada nas residências. Com isso, Santos chegou a 1.427 recusas ao longo de 2026.
Prefeitura reforça orientação aos moradores
O chefe do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor, Boanerges Oliveira, destacou a importância da colaboração dos moradores.
“É importante conscientizarmos os munícipes a permitir a entrada dos agentes para reforçar essa vistoria e garantir que o local esteja devidamente seguro, e o morador bem orientado”, afirmou.
Segundo Oliveira, os moradores precisam redobrar a atenção dentro de casa. Afinal, pequenos recipientes com água parada podem servir como criadouros do mosquito.
Equipes retiram materiais
Os agentes usam uniforme da Prefeitura e crachá durante as visitas. Além disso, profissionais da Terra Santos acompanham as equipes e retiram materiais inservíveis encontrados nos imóveis.
Esses objetos podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya.
Morador aprova trabalho
O advogado José Laurindo recebeu os agentes em sua residência e elogiou a iniciativa.
“O mosquito sempre está presente, ele nunca dá folga, mesmo no atual tempo de estiagem. Em casa, mantemos os pratinhos de planta com areia, mas receber mais instruções nunca é demais”, afirmou.
Para ele, as orientações ajudam os moradores a manter os cuidados e a proteger suas famílias.
Balanço de 2026
Até agora, Santos registra 571 casos de dengue e nove de chikungunya em 2026.
Além disso, os 22 mutirões realizados neste ano já eliminaram 1.335 focos com larvas de mosquito. Por isso, a Prefeitura reforça a necessidade de manter os cuidados dentro e fora das residências.

