Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e o uso de lotes de insulina produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório. A agência publicou a decisão nesta terça-feira (6), no Diário Oficial da União.

Segundo a Anvisa, a empresa distribuiu insulina glargina 3 mL/100 UI sem autorização para exercer essa atividade. Dessa forma, a empresa descumpriu as regras sanitárias vigentes.

Fiscalização encontrou irregularidades

No início de setembro, a Vigilância Sanitária de Petrópolis (RJ) realizou uma inspeção no endereço cadastrado pela empresa.

Durante a fiscalização, os agentes constataram que a Costa Mar Comércio Licitatório não funciona no local informado. Além disso, a empresa não apresentou licença sanitária válida no endereço.

A Agência Brasil tentou contato com a empresa, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

Anvisa também proíbe peptídeos sem registro

Além da insulina, a Anvisa determinou a proibição de diversos peptídeos sem registro. Entre os produtos, a agência incluiu uma marca de tirzepatida comercializada por meio do site Peptídeos Pro.

Os peptídeos formam moléculas que o organismo produz para desempenhar diferentes funções. Eles podem atuar como hormônios e participar da regulação de processos biológicos, como cicatrização e resposta imunológica.

Entre essas substâncias, o GLP-1 ganhou grande destaque nos últimos anos. O organismo produz naturalmente esse hormônio, que ajuda a controlar a saciedade e os níveis de açúcar no sangue.

A partir desse mecanismo, medicamentos como tirzepatida e semaglutida passaram a ocupar espaço no tratamento do diabetes e da obesidade. O público também costuma associar esses medicamentos às chamadas “canetas emagrecedoras”.

Produtos não podem chegar ao consumidor

Segundo a Anvisa, os produtos comercializados sem registro não podem chegar ao mercado. A proibição inclui fabricação, venda, distribuição, divulgação, transporte e uso.

Além disso, a medida alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que participem dessas atividades.

A agência também proibiu peptídeos sem notificação ou cadastro na Anvisa. Esses produtos têm fabricação desconhecida e chegaram ao público por meio do site Peptídeos do Brasil.

Entre os produtos que a Anvisa determinou que as autoridades apreendam estão:

  • BPC157 & TB500 40 mg – Alluvi Healthcare;
  • NAD+ 1000 mg – Synedica Labs;
  • Tirzegen 60 mg Tirzepatida – Oxygen Pharm;
  • Retagen 40 mg Retatrutide – Oxygen Pharm;
  • Glow GHK-CU 70 mg – Alluvi Healthcare;
  • Retatrutide 40 mg – Alluvi Healthcare.

Agência determina recolhimento de antibiótico

Além dessas medidas, a Anvisa suspendeu a venda, a distribuição e o uso do lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy 300 mg.

A Johnson & Johnson iniciou o recolhimento voluntário do lote após identificar a possibilidade de partículas de vidro dentro dos frascos.

Segundo a empresa, um frasco do medicamento apresentou um problema relacionado às boas práticas de fabricação.

Por isso, a companhia decidiu recolher preventivamente uma quantidade limitada de frascos que poderia apresentar o mesmo problema. A empresa também afirmou que o caso não compromete o fornecimento do medicamento aos pacientes.

Anvisa recolhe lote de outro medicamento

Por fim, a resolução da agência também determinou o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.

A empresa identificou uma perda de esterilidade na solução. O problema ocorreu após uma falha na integridade da embalagem primária.

Assim, a Anvisa adotou as medidas para retirar o lote do mercado e reduzir possíveis riscos aos consumidores.

Redação Fatos Fontes

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