Foto: Divulgação

Maurício Rodrigues Alves, 60 anos, descobriu um câncer de próstata em estágio inicial após dois anos sem realizar check-up completo. “Eu fazia exames periódicos de sangue e ultrassom duas vezes por ano, mas acabei relaxando. Quando voltei a fazê-los, em junho de 2025, meu PSA, que sempre esteve normal, saltou para 10,8”, lembra. A biópsia confirmou câncer de próstata maligno de grau 5. Ele realizou cirurgia para retirada da próstata e se recupera sem complicações.

Hoje, Maurício compartilha sua experiência para alertar homens sobre a importância da prevenção. “Não tenham preconceito, façam os exames. O toque e o PSA são rápidos, indolores e podem salvar vidas. Eu descobri no início, sem metástase, e isso fez toda a diferença”, afirma. Ele recomenda acompanhar todos os exames indicados pelo médico.

O urologista Dr. Fabio Atz explica que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura para mais de 90%. “Nos estágios iniciais, o tumor costuma ser assintomático. Esperar por dor ou desconforto reduz as chances de tratamento eficaz”, alerta.

A campanha Novembro Azul reforça a prevenção e incentiva o diálogo com especialistas. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre homens no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 71.730 novos casos entre 2023 e 2025 e cerca de 17 mil mortes por ano, uma média de um óbito a cada 38 minutos.

Atz ressalta que a baixa adesão à prevenção contribui para a diferença de expectativa de vida entre homens e mulheres, que chega a sete anos. Ele recomenda decisões compartilhadas sobre rastreamento, avaliando risco individual com o médico.

A campanha também promove cuidados com a saúde mental. Dados mostram que 68% dos brasileiros relatam ansiedade, estresse ou nervosismo, e mais da metade nunca buscou ajuda profissional.

Redação Fatos Fontes

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