A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe), medicamento desenvolvido pela Roche para tratar pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS).
A nova terapia amplia as opções para pessoas com um tipo agressivo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do organismo.
Indicação para casos mais difíceis
O Columvi, usado em combinação com gencitabina e oxaliplatina, atende pacientes que enfrentam o retorno da doença após o tratamento inicial ou que não apresentam resposta adequada às terapias anteriores.
Além disso, o medicamento oferece uma alternativa para pessoas que não podem realizar o transplante autólogo de células-tronco, procedimento que utiliza células do próprio paciente no combate ao linfoma.
Nova tecnologia no tratamento do câncer
De acordo com a Anvisa, o medicamento representa um avanço na oncologia hematológica. Isso acontece porque o Columvi utiliza um anticorpo biespecífico, tecnologia que ajuda o sistema imunológico a reconhecer e atacar células tumorais.
Dessa forma, a terapia amplia as possibilidades de controle de um câncer considerado agressivo e de evolução rápida.
Linfoma exige tratamento rápido
O linfoma difuso de grandes células B é um tipo de câncer hematológico que cresce rapidamente. Por isso, pacientes com doença recidivante ou resistente aos tratamentos iniciais precisam de novas alternativas terapêuticas.
No Brasil, a Roche estima que aproximadamente 4 mil pessoas recebem o diagnóstico desse tipo de linfoma todos os anos.
Tratamento segue protocolo de 12 ciclos
O paciente recebe o Columvi por aplicação intravenosa, sem necessidade de internação. O protocolo prevê 12 ciclos, com duração aproximada de 8,3 meses.
Além disso, um estudo clínico publicado em 2024 na revista científica The Lancet apontou resultados positivos. Segundo a Roche, a nova combinação reduziu em 41% o risco de morte em comparação com o tratamento tradicional.
O levantamento também indicou que 50,3% dos participantes alcançaram remissão completa da doença, enquanto o grupo que recebeu o tratamento comparativo registrou 22%.

