Durante o mês dedicado à maternidade, a campanha Maio Furta-Cor reforça a importância de discutir a saúde mental materna. A iniciativa nacional busca ampliar o debate sobre questões emocionais que afetam milhares de mulheres brasileiras durante a gestação e o puerpério.
Embora o tema ainda enfrente tabus, especialistas alertam para a necessidade de acolhimento, informação e acompanhamento profissional nesse período. Além disso, a campanha propõe uma visão mais realista da maternidade, sem idealizações.
Depressão pós-parto afeta milhares de mulheres no Brasil
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 13% das mulheres no pós-parto enfrentam transtornos mentais, principalmente a depressão. No Brasil, estudos apontam que aproximadamente 25% das mães podem apresentar sintomas de depressão pós-parto.
Esses números mostram a importância de fortalecer a rede de apoio familiar e garantir atendimento adequado às mulheres. Dessa forma, o cuidado com a saúde emocional se torna essencial para o bem-estar da mãe e do bebê.
Campanha alerta para sinais que merecem atenção
Ao longo de maio, o Maio Furta-Cor chama atenção para sintomas que muitas vezes passam despercebidos. Entre eles estão tristeza frequente, choro constante, irritação, ansiedade, cansaço extremo, dificuldade de criar vínculo com o bebê e isolamento social.
Quando esses sinais aparecem, é fundamental buscar ajuda profissional. Quanto mais cedo houver acolhimento e tratamento, maiores são as chances de recuperação.
Especialista destaca importância do apoio familiar
Para a Dra. Heloíza Ventura, pediatra e diretora de Relacionamento e Atendimento ao Cooperado da Unimed Santos, cuidar da saúde emocional materna beneficia toda a família.
“A maternidade ainda é cercada por uma expectativa de felicidade constante, e isso faz com que muitas mulheres sofram em silêncio quando a realidade se mostra mais desafiadora. Falar sobre saúde mental materna é essencial para acolher essas mulheres, orientar as famílias e mostrar que pedir ajuda faz parte do cuidado”, afirma.
Segundo a especialista, familiares, amigos e profissionais de saúde devem observar mudanças de comportamento e oferecer apoio desde os primeiros sinais.
Maio Furta-Cor reforça acolhimento e informação
Mais do que conscientizar, a campanha Maio Furta-Cor busca incentivar o diálogo e combater o silêncio em torno da saúde mental materna. Portanto, falar sobre o tema é uma forma de proteger mães, bebês e famílias.

