A economia brasileira cresceu 0,7% entre abril e maio, segundo o Monitor do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além disso, o resultado interrompeu a queda registrada em abril e recolocou a atividade econômica em trajetória de expansão.
No trimestre móvel encerrado em maio, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, o crescimento acumulado em 12 meses alcançou 1,7%.
Consumo das famílias lidera o avanço
Principal responsável pelo desempenho da economia, o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre móvel até maio. Principalmente, os gastos com serviços e bens duráveis sustentaram esse resultado e fortaleceram a atividade econômica.
Segundo a economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o consumo continua como o principal motor do crescimento brasileiro.
Indústria perde força e exportações desaceleram
Por outro lado, o levantamento identificou sinais de desaceleração em alguns setores. A indústria mostrou perda de ritmo, enquanto a agropecuária voltou a crescer após uma sequência de retrações.
Além disso, as exportações avançaram 4,3%, menor crescimento desde o segundo trimestre de 2025. De acordo com a FGV, o desempenho mais fraco da indústria extrativa mineral reduziu o ritmo das vendas externas.
Em contrapartida, as importações cresceram 8,9% e registraram o terceiro trimestre móvel consecutivo de alta.
Investimentos continuam em recuperação
Os investimentos também apresentaram evolução. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 2%, consolidando a segunda alta seguida após quatro trimestres móveis de queda.
Ao mesmo tempo, a taxa de investimento alcançou 18,6% em maio, segundo maior nível registrado em 2026.
PIB soma R$ 5,466 trilhões
Em valores correntes, o PIB brasileiro acumulou R$ 5,466 trilhões até maio, conforme estimativa da FGV.
Além disso, o Monitor do PIB funciona como um dos principais indicadores antecedentes da economia brasileira e antecipa tendências que posteriormente aparecem nos dados oficiais do IBGE.
Expectativas permanecem positivas
Para os próximos meses, o mercado financeiro projeta crescimento de 1,99% para a economia brasileira em 2026, conforme o Relatório Focus do Banco Central. Já o Ministério da Fazenda estima expansão de 2,3%.
Por fim, os indicadores mostram uma economia que continua em crescimento. No entanto, a perda de ritmo da indústria e das exportações exige atenção, enquanto o consumo das famílias permanece como o principal sustentáculo da atividade econômica.

