O Judiciário do Irã anunciou neste sábado a execução de Hossein Pedaran, condenado por espionagem e colaboração com os serviços de inteligência de Israel. Segundo as autoridades iranianas, Pedaran forneceu ao Mossad informações sobre instalações de mísseis na província de Isfahan, no centro do país.
Além disso, a Suprema Corte iraniana confirmou a sentença de morte. As autoridades, porém, não divulgaram quando prenderam Pedaran nem apresentaram detalhes sobre o julgamento.
Caso ocorre em meio à tensão militar
A imprensa iraniana não havia divulgado o caso antes do anúncio da execução. Enquanto isso, as autoridades intensificaram detenções e condenações relacionadas ao conflito no Oriente Médio e aos protestos antigovernamentais que atingiram o país.
Durante a guerra, ataques atingiram diversas instalações militares e de mísseis iranianas. Isfahan ganhou atenção especial porque concentra estruturas militares e nucleares consideradas estratégicas pelo governo.
Justiça iraniana anuncia outras execuções
Em agosto, o Judiciário iraniano também anunciou a execução de dois homens acusados de transmitir a Israel coordenadas de instalações militares e de segurança consideradas sensíveis.
Além disso, organizações de direitos humanos acompanham com atenção o uso da pena de morte em casos de suposta espionagem e colaboração com governos estrangeiros, sobretudo durante períodos de conflito e instabilidade política.
O Irã figura entre os países que mais aplicam a pena de morte no mundo. Organizações de direitos humanos apontam a China como líder nesse tipo de execução, embora os dados chineses permaneçam pouco transparentes.

