Foto: Divulgação/ IA

Muita gente acredita que emagrecer depende apenas de comer menos e se exercitar mais. No entanto, um fator muitas vezes ignorado pode estar sabotando os resultados: a falta de vitaminas e minerais no organismo.

De acordo com a farmacêutica especialista em suplementação, Carol Bua, o impacto é maior do que se imagina.

“Sim, e mais do que as pessoas imaginam. Vitaminas e minerais são cofatores de praticamente todas as reações metabólicas do corpo. Quando há deficiência, o organismo entra em um modo econômico, reduz o gasto energético, piora a produção de energia e pode aumentar a fome e principalmente a fadiga. Ou seja, não é só sobre comer menos e gastar mais. Sem os nutrientes certos, o corpo simplesmente não funciona bem o suficiente para emagrecer de forma eficiente”, explica.

Nutrientes que fazem diferença no processo

Algumas vitaminas e minerais têm papel estratégico no metabolismo e na perda de peso.

Entre os principais, destacam-se:

  • Complexo B: fundamental para produção de energia
  • Vitamina D: relacionada à sensibilidade à insulina
  • Magnésio: regula o metabolismo energético e a função muscular
  • Ferro: essencial para oxigenação e disposição
  • Zinco: influencia apetite, imunidade e metabolismo

A especialista também destaca que a combinação entre nutrientes é essencial.

“A associação entre vitaminas e minerais é extremamente importante. O zinco ajuda na absorção da vitamina C e o magnésio ativa de forma mais eficiente a vitamina D”, afirma.

Metabolismo mais lento e dificuldade para emagrecer

Quando há deficiência nutricional, o corpo passa a funcionar de forma menos eficiente. Isso impacta diretamente o metabolismo.

“A deficiência reduz a eficiência metabólica. Isso pode levar à menor produção de energia, cansaço recorrente, redução do gasto calórico basal, alterações hormonais e maior dificuldade em utilizar gordura como fonte de energia. Na prática, a pessoa faz dieta, treina e o corpo não responde como deveria”, explica Carol.

O corpo dá sinais antes dos exames

Antes mesmo de um diagnóstico laboratorial, o organismo costuma emitir sinais de alerta.

Entre os principais estão:

  • Cansaço excessivo
  • Queda de cabelo
  • Unhas fracas
  • Dificuldade de concentração
  • Baixa disposição
  • Fome desregulada ou compulsão alimentar

“Esses sinais não devem ser ignorados. Muitas vezes não é falta de disciplina, é falta de nutriente mesmo”, alerta.

Suplementação pode ajudar, mas não é o começo

A suplementação pode ser uma aliada, mas deve ser feita com orientação profissional.

“Pode ajudar, mas não é ponto de partida. É um ajuste fino. A suplementação é indicada quando existe deficiência comprovada por exames ou sinais clínicos, quando a alimentação não supre as necessidades ou há aumento de demanda, como treino intenso, estresse ou rotina desgastante”, explica.

Segundo ela, quando bem indicada, a suplementação contribui para o equilíbrio do organismo.

“Chamamos de homeostase metabólica, que é o equilíbrio do funcionamento interno do corpo. Quando isso acontece, o emagrecimento volta a fluir”, completa.

Dá para emagrecer sem nutrientes suficientes?

Apesar de ser possível perder peso mesmo com deficiência nutricional, a especialista alerta que isso não é saudável nem sustentável.

“Sem nutrientes suficientes, o corpo tende a perder massa muscular, reduzir o metabolismo, aumentar o efeito rebote e elevar o risco de fadiga e compulsão. Ou seja, o peso pode até cair, mas o corpo piora e vai cobrar depois”, afirma.

Erros comuns que atrapalham o emagrecimento

Na prática clínica, alguns erros são bastante frequentes:

  • Dietas muito restritivas e pobres em nutrientes
  • Foco apenas em calorias, sem considerar a qualidade alimentar
  • Corte de grupos alimentares sem estratégia
  • Uso de suplementos de forma aleatória
  • Ignorar os sinais do corpo

“O maior erro é achar que emagrecimento é só déficit calórico, quando na verdade envolve também o equilíbrio metabólico”, conclui Carol Bua.

Redação Fatos Fontes

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