O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a defesa de Jair Bolsonaro a acompanhar o depoimento que o ex-presidente prestará à Polícia Civil do Distrito Federal.
A oitiva ocorrerá nesta terça-feira (23), às 15h, na residência de Bolsonaro. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Investigação apura origem de arma
A Polícia Civil investiga o caso de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro. Agentes encontraram o armamento com um dos seguranças do ex-presidente durante uma abordagem policial.
Além disso, a investigação busca esclarecer as circunstâncias que levaram a arma a ficar sob responsabilidade do servidor.
Defesa também poderá se reunir com Bolsonaro
Na mesma decisão, Moraes autorizou os advogados a se reunirem com Bolsonaro nesta segunda-feira (22) sem limitação de tempo.
Dessa forma, a equipe jurídica poderá preparar a estratégia de defesa antes do depoimento marcado para o dia seguinte.
Arma foi encontrada durante blitz
Policiais apreenderam a arma por volta das 23h30 da última segunda-feira (15). Na ocasião, agentes abordaram um veículo Honda Civic em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga.
Durante a fiscalização, o motorista informou que trabalhava como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). Em seguida, ele declarou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Segurança alegou que levaria arma para conserto
Além da pistola Glock calibre 9 milímetros, os policiais localizaram um carregador sobressalente no veículo.
Após a abordagem, os agentes encaminharam o motorista para uma delegacia. Em depoimento, ele afirmou que recebeu a arma para resolver uma pane no equipamento.
Segundo o relato, ele retirou o armamento no próprio dia 15 e pretendia devolvê-lo no dia seguinte após concluir o reparo.
Defesa confirma propriedade da arma
Após o episódio, os advogados de Bolsonaro confirmaram que o ex-presidente é o proprietário da arma apreendida.
Segundo a defesa, Bolsonaro entregou o armamento ao segurança para que ele providenciasse o conserto. Além disso, os advogados argumentam que o ex-presidente pode manter a arma em sua residência dentro das regras previstas pela legislação.

