O Foo Fighters transformou o palco Mundo do Rock in Rio em uma grande celebração de sua trajetória. Em um show marcado pela estreia do novo baterista, a banda americana combinou sucessos conhecidos, músicas menos exploradas e homenagens a Taylor Hawkins para manter o público envolvido do início ao fim.
Logo nos primeiros minutos, o grupo mostrou que a mudança na formação não diminuiu sua energia. Dave Grohl e os demais integrantes conduziram uma apresentação que percorreu diferentes fases da carreira e reuniu fãs de várias gerações.
Novo baterista dá mais energia ao show
O Foo Fighters chegou ao Rock in Rio com uma novidade importante na formação. Ilan Rubin assumiu a bateria após a saída de Josh Freese.
Rubin já integrou bandas como Paramore e Nine Inch Nails. No palco, ele mostrou força, velocidade e dinamismo, características que aproximam seu estilo do som que Taylor Hawkins ajudou a construir no Foo Fighters.
Além de tocar bateria, Rubin participou dos vocais de apoio. Dessa forma, ele ocupou uma função que Hawkins também exercia durante os shows da banda.
Foo Fighters aposta em sucessos logo no início
A banda começou a apresentação com uma sequência de grandes hits. “All My Life”, “The Pretender” e “Times Like These” abriram o show com muita intensidade.
Na sequência, Grohl puxou “My Hero” e “Learn to Fly”. Durante “My Hero”, dezenas de milhares de pessoas cantaram o refrão ao mesmo tempo e transformaram o momento em um dos pontos altos da noite.
“Eu amo quando vocês cantam comigo. Se não souber a letra, olhe para o cara de 50 anos do seu lado e cante o que ele estiver cantando”, brincou Grohl antes de continuar a apresentação.
Banda reduz improvisos e mantém o ritmo
O Foo Fighters também mudou a dinâmica dos shows anteriores. A banda encurtou as longas sessões de improviso e manteve o repertório em um ritmo mais constante.
Assim, os momentos instrumentais funcionaram como pequenas pausas entre as músicas, sem interromper por muito tempo a sequência de sucessos.
Depois dos primeiros hits, Grohl apresentou “These Days”, “Walk” e “Wheels”. As baladas deram um breve descanso ao público antes da banda retomar a energia.
Raridades surpreendem fãs antigos
O repertório também agradou aos fãs que acompanham a banda desde os primeiros anos. Grohl apresentou “Marigold”, música que ele compôs antes de sua primeira passagem pelo Brasil, em 1993, quando ainda tocava bateria no Nirvana.
Além disso, o grupo incluiu “Stacked Actors”, “Monkey Wrench”, “Breakout” e “Aurora”.
“Marigold” chamou atenção pela história ligada à trajetória de Grohl. Já “Aurora” ganhou um significado especial por causa de Taylor Hawkins. Segundo o vocalista, o baterista gostava especialmente de tocar a música.
A maior surpresa, porém, veio com “Exhausted”, faixa do primeiro álbum do Foo Fighters, lançado em 1995. A banda apresentou a música pela primeira vez no Brasil.
Novo álbum aparece pouco no repertório
Apesar de contar com um álbum novo, “Your Favourite Toy”, o Foo Fighters dedicou pouco espaço ao material recente.
A banda tocou apenas “Window”, que Grohl apresentou antes de ensinar um coro ao público. A música acabou entre os momentos mais discretos da apresentação.
O grupo também incluiu “The Sky Is a Neighborhood”, lançada em 2017, em um dos poucos momentos de menor impacto do repertório.
Foo Fighters encerra noite com grandes hits
Na reta final, a banda recuperou a intensidade com “Best of You” e “Everlong”. As duas músicas encerraram uma apresentação que durou quase duas horas.
O público permaneceu no local até a madrugada deste sábado (5) e acompanhou os últimos momentos do show com muitos pulos e cantos.
Com energia renovada, um novo baterista e um repertório que equilibrou sucessos e raridades, o Foo Fighters entregou um dos momentos mais marcantes da abertura do Rock in Rio 2026.

