Foto: Nelson Jr/SCO/STF

André Mendonça ganhou espaço no centro da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master.

O ministro apresentou informações que levantaram questionamentos sobre Alexandre de Moraes. Em seguida, Moraes reagiu e acusou Mendonça de abuso de autoridade.

Com isso, o conflito cresceu dentro da Corte. Além disso, outros ministros passaram a discutir a atuação dos dois colegas.

Moraes reage contra Mendonça

Moraes decidiu apresentar suas acusações dentro do inquérito das fake news.

A escolha provocou surpresa entre alguns ministros. Segundo uma ala da Corte, Moraes poderia ter encaminhado o caso diretamente a Edson Fachin, presidente do STF.

Assim, o ministro evitaria ampliar o confronto dentro do tribunal.

Além disso, magistrados próximos a Mendonça consideram que Moraes aumentou o desgaste do Supremo ao envolver outros ministros na disputa.

Caso Master amplia a crise

Enquanto isso, a investigação do Banco Master trouxe novos questionamentos.

O caso envolve informações sobre pessoas próximas a ministros do STF. Por exemplo, Kevin de Carvalho Marques, filho de Kassio Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil entre 2024 e 2025 de uma consultoria que atuou para o Banco Master, segundo as informações citadas no caso.

Além disso, Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, recebeu um convite de Daniel Vorcaro para acompanhar o Carnaval do Rio de Janeiro em um camarote VIP.

No caso de Dias Toffoli, informações divulgadas pela imprensa apontaram relações entre empresas de sua família e uma rede de fundos de investimentos ligada ao Master.

Moraes também enfrenta questionamentos

Ao mesmo tempo, Moraes passou a enfrentar questionamentos sobre sua própria atuação.

Entre os principais pontos aparecem pagamentos do Banco Master ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Segundo as informações apresentadas no caso, o escritório recebeu R$ 80 milhões do banco.

Além disso, mensagens envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro entraram no centro da discussão.

Moraes, por sua vez, afirma que relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam uma possível tentativa de direcionar provas contra ministros do STF.

Mendonça também recebe críticas

Por outro lado, Mendonça também enfrenta críticas.

Entre os questionamentos, aparecem a abertura de investigação contra outro ministro sem levar o assunto previamente ao plenário, a atuação junto à Polícia Federal e o pedido de acesso a dados brutos da investigação.

A Procuradoria-Geral da República também questionou alguns atos de Mendonça.

Além disso, o ministro admitiu um encontro privado com Daniel Vorcaro antes de assumir a relatoria do caso.

Fachin tenta controlar a disputa

Diante do aumento da tensão, Edson Fachin determinou que os principais envolvidos apresentassem esclarecimentos.

A medida alcançou Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Dessa forma, Fachin colocou o conflito sob análise da presidência do STF.

Depois disso, Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news.

Impeachment volta ao debate

A disputa também chegou ao Senado.

Davi Alcolumbre, presidente da Casa, afirmou que considera anormal a existência de 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Enquanto isso, setores da oposição e o senador Flávio Bolsonaro voltaram a defender o impeachment de Moraes.

Apesar disso, aliados de Alcolumbre avaliam que o Senado não deve avançar com um processo contra Moraes neste momento.

Veja a cronologia do caso

24 de agosto: Mendonça pede um relatório à Polícia Federal.

27 de agosto: Mendonça recebe o relatório com informações sobre Moraes.

1º de setembro: Mendonça retira o sigilo do material e pede uma sessão a Fachin.

1º de setembro: Informações sobre suspeitas envolvendo Moraes chegam ao público.

1º de setembro: Paulo Gonet defende a anulação do relatório.

2 de setembro: Mendonça admite encontro privado com Daniel Vorcaro.

3 de setembro: Fachin determina que Mendonça, Moraes, Gonet e o diretor-geral da PF apresentem esclarecimentos.

4 de setembro: Fachin retira o pedido de Moraes do inquérito das fake news.

O que pode acontecer agora?

A disputa entre Mendonça e Moraes ainda pode gerar novos capítulos.

Por enquanto, Fachin tenta controlar a crise enquanto os envolvidos apresentam esclarecimentos.

Além disso, o caso Banco Master continua no centro das discussões sobre a atuação de ministros do STF.

Portanto, os próximos passos podem definir o rumo da disputa e aumentar ou reduzir a tensão dentro da Corte.

Redação Fatos Fontes

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